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ASSOPAES ESTADUAL filiada a CONFENAPA

ASSOCIAÇÃO DE PAIS DE ALUNOS DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO

Categoria

Associação de Pais de Alunos

A EDUCAÇÃO CAPIXABA EM TEMPOS DE CORONAVIRUS


A ASSOPAES ( Associação de Paes e Alunos de escolas públicas e Privadas do Estado do ES) busca entender como os alunos das escolas privadas do Espirito Santo, estão se sentindo com a Mudança do Processo Ensino Aprendizagem, migrar do modo presencial para o EAD ou não presencial no formato da Resolução CEE Nº 5.447/2020 PUBLICADO NO Diario oficial do Governo do Es dia 22/03/2020 e votado o referendum do CEE dia 27/03/2020.

  1. Quais vantagens ( se houver) e as desvantagem ou perdas em ter que continuar seu curso em uma modalidade de ensino a distancia, se inicialmente ele foi contratado na forma presencial?
  2. Quais as metodologias adotadas pelo professor que até outro dia, só elaborava aulas em modelo expositivo e que agora, tem que oferecer um conteúdo que foi formatado em plano de aula e de disciplina no formato exposição presencial ( diálogo e com uma interação ativa ) tem a necessária adequação para não haver perdas no processo de aprendizagem?
  3. No formato EAD tem a interatividade de professores e alunos característicos do modelo presencial?
  4. A instituição de ensino no semestre, usa planilha de planejamento orçamento para curso presencial para justificar o auto custo das mensalidades. Houve redução das mensalidades ou novo calculo de planilha no formato EAD já que a distância os insumos são bem menores?

A ASSOPAES pretende fazer um acúmulo de questões com a situação exposta e tomar uma providência fazendo mediação junta as Instituições de Ensino Privado, ao CEE e se necessário propondo ação civil pública para garantir os direitos dos alunos.

Solicitamos o retorno mais breve possível para que a Direção desta Entidade possa entabular diálogos com as autoridades competentes na busca de soluções.

 

Vitória, 18 de março de 2020.

Direção Geral da ASSOPAES

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL


5 PILARES PARA O SEU FILHO DESENVOLVER INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

Antes de mais nada, é preciso ter em mente que uma criança emocionalmente saudável não é aquela que não chora, tampouco se frustra ou se irrita, mas aquela que aprimora, constantemente, a compreensão sobre as próprias emoções, como explica o psicólogo Marcelo Mendes, da PUC-Campinas (SP).

A IMPORTÂNCIA DE LIDAR COM A FRUSTRAÇÃO

A habilidade de reconhecer os próprios sentimentos, compreender os dos outros e saber lidar com eles é o que a psicologia chama de inteligência emocional (QE) – e ela é tão importante quanto o quociente de inteligência (QI), porque confere a serenidade e o discernimento necessários para que as funções cognitivas trabalhem plenamente. Ou seja, de nada adianta seu filho ser um gênio se ele não souber lidar com as críticas, por exemplo. Veja cinco pontos-chave para desenvolver a QE no seu filho:

Vínculos afetivos e efetivos: Até os laços familiares exigem empenho e manutenção para se firmarem. Isso significa estar ao lado, acompanhar (e não apenas cobrar), achar o equilíbrio entre intenso e sereno. Mesmo ao mais ocupado dos pais, não pode faltar o momento de conversar, orientar, pegar na mão, olhar nos olhos e entender as angústias. Isso vai contribuir para que o seu filho se sinta seguro e saiba que pode contar com você.

·         10 DICAS PARA CRIAR MENINAS EMPODERADAS

·         Veja como você pode ajudar a construir a autoestima da sua filha

  • 1)Carinho nunca é demais. Crianças que nascem em um lar afetuoso tornam-se mais confiantes para enfrentar os problemas que vão surgir.
    2) Saltos, maquiagem e roupas de adulto é coisa de gente grande. Mesmo que a sua filha insista, vale lembrar que tudo tem seu tempo – e ela ainda não está preparada para se comparar aos modelos de beleza que a sociedade impõe por meio da moda e da indústria de cosméticos.
    3) Deixe-a correr atrás dos próprios sonhos. Isso significa incentivá-la a fazer as coisas sozinha desde cedo, seja comer com talheres ou calçar os sapatos.
    4) Não subestime os sentimentos da sua filha. Se a criança está chateada com alguma coisa, mesmo que pareça bobagem, ouça o que ela tem a dizer.
    5) Por outro lado, proteger demais também faz mal. Frustrações são aprendizados, afinal.
    6) Elogie na medida certa. Devemos ressaltar as virtudes e apontar os defeitos, esclarecendo que é sempre possível recomeçar.
    7) Esteja presente. O olhar dos pais é fundamental para apresentar a realidade à criança de maneira crítica, nas experiências do dia a dia.
    8) Evite os rótulos. Em vez disso, explique as diferenças. Algumas pessoas são tímidas, outras são extrovertidas e por aí vai. Isso é importante para ela aprender a se conhecer e a se respeitar do jeito que é.
    9) Pela mesma razão, é fundamental ensiná-la a ter uma boa imagem do próprio corpo. Incentive-a cuidar de si mesma, com uma boa alimentação e praticando esportes, por exemplo. E, principalmente, sem comparações. Cada pessoa é única e especial!
    10) Por último, é preciso deixar claro que a felicidade não se compra. Bens materiais, como brinquedos, roupas e sapatos, são legais. Mas a autoestima se constrói com base nas relações humanas – e quanto mais sólidas, melhor.
    Fonte: Valeria Valenza, coordenadora pedagógica do Colégio Palmares, de São Paulo

Autoestima: Dizer, o tempo todo, que a criança é a mais linda do mundo não vale muito. Autoestima de verdade tem mais a ver com permitir que ela se sinta segura, arrisque-se mais e confie no próprio potencial, sem depender das opiniões alheias. O elogio é válido desde que seja pertinente. “Em vez de elogiar a capacidade, parabenize o esforço. Aí, sim, a criança será motivada a sempre superar a si mesma.” Isso quer dizer que frases como “Parabéns, você conseguiu terminar a lição” são muito melhores do que “Como você é bom em matemática!” , diz a psicopedagoga Quézia Bombonato, da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp).

Resiliência: Está relacionada à capacidade de lidar com problemas e superar obstáculos. Uma revisão de estudos da Universidade da Pensilvânia (EUA) descobriu que equipes escolares preocupadas em ensinar resiliência e otimismo no dia a dia protegem as crianças contra a depressão, aumentam a satisfação com a vida e melhoram a aprendizagem. O exercício dessa habilidade depende da interação com o outro, ao fazer com que a criança entenda que nem sempre tudo vai acontecer como deseja. Às vezes, é preciso esperar, outras, é necessário ceder ou recuar.

Frustrações: Uma boa dose delas dá ao seu filho algo importante: choque de realidade. Não ganhar um brinquedo ou perder um jogo podem fazê-lo sofrer, mas são ótimos ensaios para as situações que precisará enfrentar mais para a frente, quando se deparar com um “não”. Saiba que ele vai se decepcionar e chorar. Mas também vai aprender. Além de dar a negativa, você precisa fazer com que ele entenda o porquê. Assim, vai adquirir uma consciência crítica e a proibição se traduzirá em aprendizado. E se vier a birra, ofereça apoio e afeto. Verbalize que ele está chorando porque sente raiva ou está decepcionado, mas que tem de lidar com isso.

Brincadeira (muita!): Toda angústia ou receio que incomoda seu filho e ele não sabe expressar pode ser manifestado de forma espontânea no ato de brincar. É pela diversão, principalmente coletiva, que se desenvolve o senso de competência, de pertencimento, o controle da agressividade e o bem-estar. “O brincar e a arte são formas de expressão que possibilitam elaborar situações do cotidiano, externando sentimentos”, explica Adriana Friedmann, antropóloga e coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Simbolismo, Infância e Desenvolvimento (SP). Quando uma criança brinca de casinha e se põe no lugar da mãe, tem a chance de refletir sobre as ações e características do imitado. Ao interagir com outras crianças, aprende a respeitar a opinião do outro, descobre que existem regras e que nem sempre tudo será do jeito dela.

 

Papo de Mãe

Depressão. O que antes era considerado um transtorno que atingia apenas adultos, infelizmente, hoje é cada vez mais comum em crianças e adolescentes. O mal afeta 350 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde. Nos últimos 10 anos, de acordo com a OMS, o número de diagnósticos em crianças entre 6 a 12 anos passou de 4,5% para 8%. Esse é o tema do próximo programa Papo de Mãe, que vai ao ar no domingo (20), às 15h30, na TV Brasil – com Mariana Kotscho e Roberta Manreza.

 

O QUE É TOD?


Entenda o que é o Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD)

Quem de nós nunca se deparou com uma criança extremamente opositiva, desafiadora, que discute por qualquer coisa, que não assume seus erros ou responsabilidades por falhas e que costuma sempre se indispor com os demais de seu grupo ou de sua família de maneira a demonstrar que a cada situação será sempre difícil convencê-lo, mesmo que a lógica mostre que suas opções estão evidentemente equivocadas? Se você conhece uma criança assim, provavelmente ela tem Transtorno Opositivo-Desafiador.

Tal quadro leva a severas dificuldades de tempo e de avaliação para analisar regras e opiniões alheias e intolerância às frustrações, levando a reações agressivas, intempestivas, sem qualquer diplomacia ou controle emocional. Essas crianças costumam ser discriminadas, perdem oportunidades e desfazem círculos de amizades. Não raro, sofrem bullying e são retiradas de eventos sociais e de programações da escola por causa de seu comportamento difícil. Os pais evitam sair ou passear com elas e muitas vezes as deixam com parentes ou em casa. Entre os irmãos, são preteridos, mal falados e considerados como “ovelhas negras” tratados, assim, diferentes e mais criticados pelos pais.

Os sintomas podem aparecer em qualquer momento da vida, mas é mais comum entre os 6 e 12 anos. A associação com TDAH é frequente (50% dos casos), deve ser observada e investigada em todas estas crianças para que sejam tomadas as medidas necessárias, a fim de prevenir problemas de aprendizagem e baixo rendimento escolar. O ambiente doméstico costuma ser conturbado, com pais divergentes quanto ao modo de educar e conduzir o (a) filho (a) e de como estabelecer parâmetros, mas evidências mostram que existem fatores genéticos e neurofisiológicos predispondo o seu desenvolvimento.

O tratamento desta condição é multidisciplinar e depende de três eixos: medicação, psicoterapia comportamental e suporte escolar. A medicação auxilia em boa parte dos pacientes e melhora a auto-regulação de humor frente às frustrações; a psicoterapia deve centrar em mudanças comportamentais na família com medidas de manejo educacional (dar bons exemplos, dialogar com a criança, ter paciência ao falar, explicar o motivo das ordens dadas, etc.); e, em relação ao suporte escolar, deve-se oferecer apoio, reforço e abertura para um bom diálogo, pois esta abertura melhora o engajamento do aluno opositor às regras escolares e a se distanciar de maus elementos.

Agora, imagine entender profundamente como avaliaridentificar e auxiliar no tratamento multidisciplinar do TOD em casa e na Escola. Em um E-book + 4 vídeo aulas o Dr. Clay Brites e Malu Rossi te ensinam tudo sobre TOD com fundamentação científica e de forma prática e simplificada.

CRIANÇA COM TOD


Dicas para lidar com criança com Transtorno Opositivo-Desafiador

Crianças extremamente teimosas, agressivas quando contrariadas, com tendências vingativas e avessas a qualquer frustração podem apresentar intensas dificuldades em conviver socialmente com sua família e com figuras de autoridade. Tais comportamentos podem ser sinais componentes do Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD). O tratamento requer abordagem multidisciplinar e, principalmente, medidas psicoeducativas e estratégias de como agir e conduzir esta criança em casa e na escola. Conhecer bem o transtorno é o primeiro passo, naturalmente. Mas saber como lidar no dia-a-dia pode trazer ganhos rápidos e eficazes para todos os envolvidos!

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Neste sentido, vamos falar sobre dicas que podem ser muito úteis na condução de crianças opositoras. A primeira providência deve ser esta: os pais ou cuidadores devem falar a mesma língua e concordar sempre nas mesmas regras e no cumprimento das rotinas diárias. Em nossa sociedade atual, tal postura tem sido incomum devido às separações e terceirizações educacionais, o que empurra a criança a ter vários e divergentes educadores. É importante, mesmo separados, que os pais tomem as mesmas atitudes com a criança mesmo que esta conviva em casas diferentes. Costumo dizer no consultório que o casamento acabou, mas o filho continua sendo de ambos!

Ao dar ordens, é importante falar de forma clara e objetiva evitando ficar se justificando ou prolongando a conversa. Olhe nos olhos e seja direto. Imponha sem ser agressivo. Fale de forma a convencer antes de qualquer contra-argumento e assuma a postura de quem realmente manda, sem pestanejar. Este modo de discursar e expor inibe atitudes opositoras e vai condicionando a criança a respeitar autoridades. Ao mesmo tempo, esta criança tem que viver numa casa organizada, estruturalmente afetuosa onde os adultos devem ser um bom exemplo agindo positivamente para que a criança copie e siga.

Sabemos que castigos e punições tem pouca eficácia. Portanto, uma das formas mais corretas é elogiar o que ele faz de bom e ressaltar mais seus acertos do que ficar falando reiteradamente de seus erros. Ignore os tropeços e lembre mais dos acertos deste jovem. Ele precisa entender que decisões pensadas em conjunto para o bem de todos são vantajosas e ele pode passar a ganhar muito mais por este caminho. Mas, para isto, todos de casa devem ter a mesma filosofia, senão a criança sempre tenderá a seguir aquele que é mais permissivo.

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Conviver e conhecer as preferências, gostos e momentos gostosos junto da criança auxilia na interação e aumenta o vínculo afetivo. Este tem um poder de induzir a uma adesão, um engajamento desta criança a cumprir regras e rotinas pré-definidas pelo cuidador, pois ela se sente recompensada. Pais devem ser mais “parceiros” de seus filhos e não somente “gerentes” educacionais distribuindo deveres sem proporcionar o prazer de sua presença para brincar e “olhar nos olhos”.

A consciência de uma criança está em desenvolvimento, deve sempre fazer lembrar aos pais de que se iniciarem a educação de seus filhos observando sempre as dicas acima já estarão reduzindo de forma significativa a chance de terem filhos desafiadores num processo saudável de prevenção ao desenvolvimento de comportamentos anti-sociais e de evitar que estes se tornem adolescentes irascíveis sem qualquer autocontrole frente à mínima frustração.

No que tange à escola, estas medidas acima podem ser úteis mas as estratégias devem ser ampliadas, pois o contexto institucional exige pelo menos 4 medidas em paralelo: a psicoeducação ou treinamento do estafe escolar (professores, gestores e outros colaboradores do ambiente letivo), treino de habilidades sociais, prevenção e manejo do bullying e reforço escolar na maioria dos casos. Muitas vezes, em casos mais severos de TOD, pode-se inclusive contratar uma atendente terapêutica para mediar conflitos mais contundentes e situações mais complexas.

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SÍNDROMES MAIS FREQUENTES NAS CRIANÇAS QUE REQUER ESPECIAL ATENÇÃO NA APRENDIZAGEM


AUTISMO

O QUE É?

É uma alteração “cerebral” / “comportamental” que afeta a capacidade da pessoa se comunicar, de estabelecer relacionamentos e de responder apropriadamente ao ambiente que a rodeia.

O autismo é uma inadequação no desenvolvimento que se manifesta de maneira grave por toda a vida. É incapacitante e aparece tipicamente nos três primeiros anos de vida.

Tem reações anormais às sensações. As funções ou áreas mais afetadas são: visão, audição, tato, dor, equilíbrio, olfato, gustação e maneira de manter o corpo.

A fala e linguagem são ausentes ou atrasadas. Ritmo imaturo da fala e restrita compreensão de idéias. As palavras não tem associação com o significado. Algumas crianças, apesar de autistas, apresentam inteligência e linguagem muito bem desenvolvidas. Mas, também podem apresentar retardo mental e mutismo.

Possuem relacionamento anormal com os objetos, acontecimentos e pessoas.  Objetos e brinquedos não são usados de maneira adequada. As respostas não são apropriadas a adultos e crianças.

Alguns parecem “fechados”, distantes e se mostram presos a comportamentos restritos e rígidos padrões de comportamento.

O autismo é mais conhecido como um problema que se manifesta por um alheamento da criança ou adulto acerca do seu mundo exterior encontrando-se centrado em si mesmo ou seja existem perturbações das relações afetivas com o meio.

A maioria das crianças não fala e, quando falam, é comum a ecolalia (repetição de sons ou palavras).

O comportamento delas é constituído por atos repetitivos e estereotipados; não suportam mudanças de ambiente e preferem um contexto inanimado, sem vida.

O termo autismo se refere às características de isolamento e auto-concentração das crianças.

O autista possui uma incapacidade inata para estabelecer relações afetivas, bem como, para responder aos estímulos do meio.

Possuem uma grande dificuldade para expressar as emoções e para estabelecer relacionamentos.

CAUSAS

As causas ainda não são bem definidas mas, existem investigações e estudos feitos.

Os cientistas acreditam que o autismo surge de uma combinação de fatores genéticos e ambientais;  uma combinação de vários genes pode causar o autismo. As mutações nesses genes podem deixar uma criança mais suscetível ao autismo ou pode levar a sintomas específicos da doença.

Provavelmente, esses genes preparam o terreno para o autismo, mas é possível que fatores ambientais realmente desencadeiem a doença. Vários fatores ambientais foram associados ao autismo, desde infecções virais até a exposição a substâncias químicas, como mercúrio, chumbo ou difenil policlorinado (um grupo de substâncias químicas que já foram utilizadas como lubrificantes e para resfriamento em motores). Algumas pesquisas sugeriram que a exposição pré-natal a substâncias como talidomida (medicamento utilizado nas décadas de 50 e 60 para tratar enjôos matinais e câncer) ou ácido valpróico (medicamento usado para tratar a eplepsia) pode fazer com que a criança desenvolva autismo.

CARACTERÍSTICAS COMUNS DO AUTISTA

  • Tem dificuldade em estabelecer contato com os olhos, parece que estão olhando “para o nada.”
  • Parece surdo, apesar de não ser.
  • Pode começar a desenvolver a linguagem mas repentinamente ela é completamente interrompida.
  • Age como se não tomasse conhecimento do que acontece com os outros.
  • As vezes ataca e fere outras pessoas mesmo que não existam motivos para isso.
  • Costuma estar inacessível diante das tentativas de comunicação das outras pessoas.
  • Não explora o ambiente e as novidades e costuma restringir-se e fixar-se em poucas coisas.
  • Apresenta certos gestos repetitivos e imotivados como balançar as mãos ou balançar-se.
  • Cheira, morde ou lambe os brinquedos e/ou roupas.
  • Mostra-se insensível aos ferimentos e à dor podendo inclusive ferir-se intencionalmente. Não tem medo do perigo real (consciência de situações que envolvam perigo).
  • Recusa colo ou carinhos.
  • Hiperatividade ou extrema inatividade.
  • Procedimento com poses bizarras (fixar objeto ficando de cócoras; colocar-se de pé numa perna só; impedir a passagem por uma porta).
  • Ausência de resposta aos métodos normais de ensino.
  • Preferência pela solidão; modos arredios.
  • Riso inapropriado.
  • Dificuldade em expressar necessidades – faz gestos e aponta ao invés de usar palavras.
  • Acessos de raiva – demonstra extrema aflição sem razão aparente.
  • Habilidade motora irregular- pode não querer chutar uma bola mas, pode arrumar blocos.

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE

É importante falar que nem todos os indivíduos com autismo apresentam todos estes sintomas, porém a maioria está presente nos primeiros anos de vida da criança. Eles variam de leve a grave e em intensidade de sintoma para sintoma. Adicionalmente, suas alterações ocorrem em diferentes situações e são inapropriadas para sua idade. Vale lembrar também que a ocorrência  deles não é determinista no diagnóstico do autismo, para tal, se faz necessário acompanhamento com psicólogo ou psiquiatra.

TRATAMENTO

O tratamento do autismo vai depender da gravidade do déficit social, de linguagem e comportamental que o indivíduo se encontra. Existem diversas abordagens, algumas muito melhor embasadas cientificamente que outras.

Em crianças pequenas, a prioridade do tratamento normalmente é o desenvolvimento da fala, da interação social/linguagem, educação especial e suporte familiar. Já com adolescentes, o tratamento é voltado para o desenvolvimento de habilidades sociais necessários para uma boa adaptação, desenvolvimento de habilidades profissionais (terapia ocupacional) e terapia para desenvolvimento de uma sexualidade saudável. Com adultos, o foco está no desenvolvimento da autonomia, ensino de regras para uma boa convivência social e manutenção das habilidades aprendidas.

De um modo geral o tratamento tem 4 objetivos:

  • Estimular o desenvolvimento social e comunicativo;
  • Aprimorar o aprendizado e a capacidade de solucionar problemas;
  • Diminuir comportamentos que interferem com o aprendizado e com o acesso às oportunidades de experiências do cotidiano; e
  • Ajudar as famílias a lidarem com o autismo.

Os indivíduos com autismo têm uma expectativa de longevidade normal, porém sua agressividade, dificuldade de pedir ajuda e dificuldade em obedecer regras podem ser perigosos. Algumas formas de autismo grave exigem acompanhamento pelo resto da vida para evitar situações de risco.

O autismo é um transtorno nunca desaparece completamente, porém com os cuidados adequados o indivíduo se torna cada vez mais adaptado socialmente. Intervenções apropriadas iniciadas precocemente podem fazer com que alguns indivíduos melhorem de tal forma que os traços autísticos ficam imperceptíveis para aqueles que não conheceram a trajetória desenvolvimental desses indivíduos. O diagnóstico precoce do autismo permite a indicação antecipada de tratamento.

Um tratamento adequado deve levar em consideração as comorbidades (ou seja, outros transtornos associados a cada caso) para a realização de atendimento apropriado em função das características particulares do indivíduo. Exemplos de comorbidades incluem Transtorno obsessivo-compulsivo e problemas de aprendizagem.

A terapêutica pressupõe uma equipe multi e interdisciplinar – tratamento médico (pediatria e psiquiatria) e tratamento não-médico (psicologiafonoaudiologiapedagogia e terapia ocupacional), profissionalizante e inclusão social, uma vez que a intervenção apropriada resulta em considerável melhora no prognóstico.

O sucesso do tratamento depende não só do empenho e qualificação dos profissionais que se dedicam ao atendimento destes indivíduos, como também dos estímulos feitos pelos cuidadores no ambiente familiar. Quanto mais os cuidadores souberem sobre o tratamento do autismo, melhor para o desenvolvimento global da criança. Dentre os fatores mais importantes para o prognóstico do funcionamento social geral e desempenho escolar destacam-se o nível cognitivo da criança, o grau de desenvolvimento na linguagem e o desenvolvimento de habilidades adaptativas, como as de auto-cuidado.

A demora no processo de diagnóstico e aceitação é prejudicial ao tratamento, uma vez que a identificação precoce deste transtorno global do desenvolvimento permite um encaminhamento adequado e influencia significativamente na evolução da criança.

Os atendimentos precoces e intensivos podem fazer uma diferença importante no prognóstico do autismo.

O quadro de autismo não é estático, alguns sintomas modificam-se, outros podem amenizar-se e vir a desaparecer, porém novas características poderão surgir com a evolução do indivíduo. É aconselhável avaliações sistemáticas e periódicas.

INFORMAÇÕES ÚTEIS

Centro Pró-Autista

Entidade não governamental, sem fins lucrativos, o Centro Pró-Autista (CPA) atua, desde 2000, no atendimento multidisciplinar para diagnóstico, tratamento ambulatorial, terapêutico, educacional e pré-profissionalizante de autistas.
Desde a sua fundação, o CPA possui protocolos de aplicação terapêutica, para cada perfil de paciente, não havendo similar em nenhum outro meio médico assistencial.
Em razão disto, a metodologia do CPA vem servindo de modelo para outras instituições. Além de visar o atendimento possível em seus aspectos pessoais e sociais, a entidade oferece também suporte aos respectivos familiares e/ou responsáveis.
Para tal, organizou e ministra diversos cursos e seminários, com especialistas nacionais e internacionais, para difusão do conhecimento a respeito do autismo e capacitação profissional de seus colaboradores.

Site: www.centroproautista.org.br

Endereço: R. Juréia, 1024  Saúde, SP-SP

Tel: 11 5595-8553

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SÍNDROME DE DOWN

O QUE É?

Diferentemente do que muitas pessoas pensam, a Sindrome de Down não é uma doença, mas sim uma alteração genética que ocorre por ocasião da formação do bebê, no início da gravidez. Mas o que é uma alteração genética? Todos os seres humanos são formados por células. Essas células possuem em sua parte central um conjunto de pequeninas estruturas que determinam as características de cada um, como: cor de cabelo, cor da pele, altura, etc. Essas estruturas são denominadas cromossomos. O número de cromossomos presente nas células de uma pessoa é 46 (23 do pai e 23 da mãe), e estes se dispõem em pares, formando 23 pares. No caso da síndrome de Down, ocorre um erro na distribuição e, ao invés de 46, as células recebem 47 cromossomos. O elemento extra fica unido ao par número 21. Daí também, o nome de Trissomia do 21.
Essa síndrome afeta o desenvolvimento do individuo, determinando algumas características físicas e cognitivas.

CAUSAS

Ainda não se conhece a causa dessa alteração genética. Sabe-se apenas que não existe responsabilidade do pai ou da mãe para que ela ocorra. Sabe-se também que problemas ocorridos durante a gravidez, como fortes emoções, quedas, uso de medicamentos ou drogas não são causadores da Síndrome de Down, pois esta já está presente logo na união do espermatozóide (célula do pai) com o óvulo (célula da mãe).

Um fator muito comum que pode influenciar essa alteração é a idade materna. Em mulheres com menos de 35 anos, a incidência é de uma criança com o problema para cada mil partos. Para mães com mais de 40 anos, a proporção chega a um caso para cada quatro dezenas de nascimentos.

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

A cabeça é um pouco maior que o normal. A parte posterior da cabeça é levemente achatada (braquicefalia) na maioria das crianças, o que dá uma aparência arredondada à cabeça. As moleiras (fontanela) são, muitas vezes, maiores e demoram mais para se fechar. Na linha média onde os ossos do crânio se encontram (linha de sutura), há muitas vezes, uma moleira adicional (fontanela falsa). Cabelo liso e fino, em algumas crianças, pode haver áreas com falhas de cabelo (alopecia parcial), ou, em casos raros, todo o cabelo pode ter caído (alopecia total).

O rosto tem um contorno achatado, devido, principalmente, aos ossos faciais pouco desenvolvidos e nariz pequeno. Osso nasal geralmente afundado. Em muitas crianças, passagens nasais estreitadas.

Os olhos tem uma inclinação lateral para cima e a prega epicântica (uma prega na qual a pálpebra superior é deslocada para o canto interno), semelhante aos orientais. Pálpebras estreitas e levemente oblíquas.

Orelhas pequenas e de implantação baixa, a borda superior da orelha ( hélix ) é muitas vezes dobrada. A estrutura da orelha é ocasionalmente, alterada. Os canais do ouvido são estreitos.

  • A boca é pequena. Algumas crianças mantêm a boca aberta e a língua pode projetar-se um pouco. À medida que a criança com síndrome de Down fica mais velha, a língua pode ficar com estrias. No inverno, os lábios tornam-se rachados. O céu da boca (palato) é mais estreito do que na criança “normal”. A erupção dos dentes de leite é geralmente atrasada. Às vezes um ou mais dentes estão ausentes e alguns dentes podem ter um formato um pouco diferente. Mandíbulas pequenas, o que leva, muitas vezes, a sobreposição dos dentes. A cárie dentária é observada com menor comparada com crianças “normais”.
  • Pescoço de aparência larga e grossa com pele redundante na nuca No bebê, dobras soltas de pele são observadas, muitas vezes, em ambos os lados da parte posterior do pescoço, os quais se tornam menos evidentes, podendo desaparecer, à medida que a criança cresce.
  • O abdômen costuma ser saliente e o tecido adiposo é abundante. Tórax com formato estranho, sendo que a criança pode apresentar um osso peitoral afundado (tórax afunilado) ou o osso peitoral pode estar projetado (peito de pomba). Na criança cujo coração é aumentado devido à doença cardíaca congênita, o peito pode parecer mais globoso do lado do coração. Em conseqüência das anomalias cardíacas e de uma baixa resistência às infecções, a longevidade dos mongolóides costuma ser reduzida.
  • As mãos e os pés tendem a ser pequenos e grossos, dedos dos pés geralmente curtos e o quinto dedo muitas vezes levemente curvado para dentro, falta de uma falange no dedo mínimo. Prega única nas palmas (prega simiesca). Na maioria das crianças, há um espaço grande entre o dedão e o segundo dedo, com uma dobra entre eles na sola do pé, enfraquecimento geral dos ligamentos articulares.

Genitália desenvolvida; nos homens o pênis é pequeno e há criptorquidismo, nas mulheres os lábios e o clitóris são pouco desenvolvidos. Os meninos são estéreis, e as meninas ovulam, embora os períodos não sejam regulares.

CARACTÉRÍSTICAS MENTAIS 

A criança com Sindrome de Down tem um desenvolvimento mais lento que o das outras crianças. Geralmente o atraso mental pode ser de grau leve, moderado ou grave, demonstrando os estudos que a maioria dos casos de Síndrome de Down estão classificados como atraso mental de grau moderado, sendo apenas 10% dos casos classificados como atraso mental grave. Não é possível determinar o grau logo após o nascimento, por isso a criança com Síndrome de Down deve ser estimulada desde que nasce, para que seja possível desenvolver todo o seu potencial cognitivo. A nível mental a criança com Down pode ser afetada nos campos da atenção pois necessita de mais tempo para dirigir a atenção para o que pretende e transferi-la para outro estimulo. Possuem dificuldade em reter e inibir respostas. A capacidade de memorização é afetada. As dificuldades da linguagem apresentam formas e graus diversos nos diferentes indivíduos sendo afetada por problemas respiratórios e alterações da fala. Têm uma menor capacidade de discriminação visual e auditiva. Em muitos estudos já efetuados conclui-se que a criança com Down segue os passo normais do desenvolvimento ainda que com um certo atraso.

 

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE

É preciso enfatizar que nem toda criança com síndrome de Down exibe todas as características anteriormente citadas. Além disso, algumas características são mais acentuadas em algumas crianças do que em outras.

 

A SAÚDE

As crianças com síndrome de Down necessitam do mesmo tipo de cuidado clínico que qualquer outra criança. Contudo, há situações que exigem alguma atenção especial. São elas:

80%  das crianças com síndrome de Down têm deficiências de audição. Avaliações audiológicas precoces e exames de seguimento são indicados.

De 30 a 40% destas crianças têm alguma doença congênita do coração. Muitas destas crianças terão que se submeter a uma cirurgia cardíaca e, freqüentemente precisarão dos cuidados de um cardiologista pediátrico por longo prazo.

Anormalidades intestinais também acontecem com uma freqüência maior em crianças com síndrome de Down podendo necessitar de correção cirúrgica imediata destes problemas.

Freqüentemente têm mais problemas oculares que outras crianças. Por exemplo, 3% destas crianças têm catarata. Elas precisam ser tratadas cirurgicamente. Problemas oculares como estrabismo, miopia, e outras condições são freqüentemente observadas em crianças com síndrome de Down.

Outra preocupação relaciona-se aos aspectos nutricionais. Algumas crianças, especialmente as com doença cardíaca severa, têm dificuldade constante em ganhar peso. Por outro lado, obesidade é freqüentemente vista durante a adolescência. Estas condições podem ser prevenidas pelo aconselhamento nutricional apropriado e orientação dietética preventiva.

Deficiências de hormônios tireoideanos são mais comuns em crianças com síndrome de Down do que em crianças normais. Entre 15 e 20%  das crianças com a síndrome têm hipotireoidismo. É importante identificar as crianças com síndrome de Down que têm problemas de tireóide, uma vez que o hipotireoidismo pode comprometer o funcionamento normal do sistema nervoso central.

Problemas ortopédicos também são vistos com uma freqüência mais alta.

Outros aspectos médicos importantes na síndrome de Down incluem problemas imunológicos, leucemia, doença de Alzheimer, convulsões, apneia do sono e problemas de pele. Todos estes podem requerer a atenção de especialistas.

TRATAMENTO

O tratamento consiste em diversos aspectos e um trabalho multidiscipinar que podem ajudar o desenvolvimento da criança com Síndrome de Down.

A intervenção precoce na aprendizagem, o controle de problemas comuns como a tiróide com tratamento médico sempre que for preciso, um ambiente familiar estável e auxílio de fisioterapeutas  são  importantes para ajudar no desenvolvimento.  Assim, o empenho individual dos pais, professores e terapeutas com estas crianças pode produzir resultados positivos inesperados.

As crianças com Síndrome de Down frequentemente apresentam redução do tônus dos órgãos fonoarticulatórios e, consequentemente, falta de controle motor para articulação dos sons da fala, além de um atraso no desenvolvimento da linguagem. O fonoaudiólogo será o terapeuta responsável por adequar os órgãos responsáveis pela articulação dos sons da fala além de contribuir no desenvolvimento da linguagem.

Os cuidados com a criança com S.D. não variam muito dos que se dão às crianças sem a síndrome. Os pais devem estar atentos a tudo o que a criança comece a fazer sozinha, espontaneamente e devem estimular os seus esforços. Devem ajudar a criança a crescer, evitando que ela se torne dependente; quanto mais a criança aprender a cuidar de si mesma, melhores condições terão para enfrentar o futuro. A criança com S.D. precisa participar da vida da família como as outras crianças. Deve ser tratada como as outras, com carinho, respeito e naturalidade. A pessoa com S.D. quando adolescente e adulta tem uma vida semi-independente. Embora possa não atingir níveis avançados de escolaridade pode trabalhar em diversas outras funções, de acordo com seu nível intelectual. Ela pode praticar esportes, viajar, frequentar festas, etc.

Pessoas com síndrome de Down têm apresentado avanços impressionantes e rompido muitas barreiras. Em todo o mundo, há pessoas com síndrome de Down estudando, trabalhando, vivendo sozinhas, se casando e chegando à universidade.

A ESCOLA

A criança com Down, quando possível deverá ser colocada numa instituição que lhe permita ter acesso a programas educativos alternativos que lhe permitam desenvolver as suas capacidades e aptidões, com a ajuda de técnicos e professores especializados. Os pais deverão ser elementos ativos na vida da criança, procurando acompanhar o seu desenvolvimento estando a par dos problemas com que ela se depara diariamente. Para que os pais da criança não se sintam só nesta batalha deverá ser desenvolvido, um programa educativo individual, compatível com as necessidades da criança e levado a cabo um plano de apoio familiar individualizado. As instituições/ escolas devem ter formação especializada para o tratamento deste tipo de patologias, bem como profissionais com formação técnica  e dispostos a ajudar a pessoa portadora de Síndrome de Down a tirar o máximo partido das suas potencialidades. Os programas deveram conter todas as áreas do desenvolvimento: psicomotricidade fina e grossa, linguagem e comunicação, socialização e autonomia pessoal e ainda o desenvolvimento afetivo e cognitivo, portanto o projeto deverá ter como características a flexibilidade, a globalidade e deverá ter como alvo as reais possibilidades da criança. Não existe uma personalidade única da criança ou indivíduo com Down, pois cada um deles tem a sua própria maneira de agir, ser e pensar. A criança que sofre de Down têm um grande gosto pelo jogo, pela competição, é normalmente tenaz, possuidora de imaginação e deseja agradar e aprender, estes fatores positivos são muito importantes para quem trabalha com estas pessoas, no entanto existem diversos obstáculos ao seu desenvolvimento e aprendizagem, tais como o cansaço, a apatia, o curto tempo de atenção e em certas ocasiões a teimosia.  A idade pré-escolar é o momento ideal para serem estabelecidas relações sólidas com o meio. Muitas vezes as dificuldades com que uma criança com Down se depara na escola devem-se mais aos adultos devido aos seus preconceitos do que propriamente aos colegas de turma. Para além do desenvolvimento cognitivo e motor deve-se, desde bem cedo, insistir no desenvolvimento pessoal e social. Os objetivos devem ser dirigidos para a aquisição de fatores que permitam ao indivíduo adquirir maturidade e autonomia pessoal: tomar banho, se alimentar, ou seja, desenvolver autonomia no seu meio ambiente e favorecer a auto-estima.

A FAMÍLIA

Os pais podem, em caso de necessidade, recorrer a programas de consultas informativas.

É importante que os pais tenham percepção de que não há cura possível para esta doença, mas que com programas educativos definidos em função da criança com atrasos moderados ou leves, ela poderá vir a ter um desempenho saudável, bem como um adequado desempenho a nível profissional.

INFORMAÇÕES ÚTEIS

Fundação Síndrome de Down

A Fundação Síndrome de Down nasceu a partir da idealização e sonhos de um grupo de pais que, acreditando nas capacidades das pessoas com síndrome de Down, pensaram que poderiam agir e oferecer a seus filhos um espaço educacional e terapêutico integrado, no qual o individuo fosse considerado em sua totalidade.

Por isso a missão da Fundação é: “promover o desenvolvimento integral da pessoa com síndrome de Down nos aspectos físico, intelectual, afetivo e ético, mediante a integração de pesquisas interdisciplinares e pratica educacional inovadora.”

A sua equipe técnica é formada por profissionais de diversas áreas do conhecimento: psicologia, fonoaudiologia, fisioterapia, pedagogia, terapia ocupacional e neuropediatria. A Fundação conta ainda com a consultoria de profissionais especializados nas áreas de psiquiatria, além de manter permanente contato com profissionais de referência nas áreas de organização de serviços para pessoas com síndrome de Down, inclusão no mercado de trabalho, dentre outras.

Site: www.fsdown.org.br  Endereço: Rua José Antonio Marinho, 430, Barão Geraldo – Campinas/SP, CEP: 13084-783, Fone: (19) 3289.2818,  Email: fsdown@fsdown.org.br

 

DEFICIÊNCIA MENTAL OU ATRASO INTELECTUAL

O QUE É?

Deficiência mental é o termo que se usa quando a criança apresenta certas limitações no seu funcionamento mental e no desempenho de tarefas como as de comunicação, cuidados pessoais e relacionamento social causados por problemas que se situam no cérebro e causam baixa produção de conhecimento, provocando no paciente dificuldade de aprendizagem e baixo nível intelectual. Porém, com exceção do aspecto cognitivo, esta deficiência não atinge outras funções cerebrais.

Essas limitações provocam uma maior lentidão na aprendizagem, no comportamento e no desenvolvimento do indivíduo como um todo.

Precisam de mais tempo para aprender a falar, andar, cuidar de si mesma sozinha (vestir-se, alimentar-se).

Pessoas com retardo mental leve são capazes de total independência em cuidados próprios, potencialmente capazes de trabalhar em atividades práticas como trabalhos manuais e têm habilidades domésticas.

No que se refere ao êxito escolar, muitos têm problemas referentes à leitura e escrita, dificuldades na memorização de sons e imagens, na elaboração de conceitos, na imaginação, criatividade, o vocabulário é empobrecido e dificulta a compreensão de instruções, dificuldade na atenção e concentração, mas são capazes de superar esta dificuldade com uma educação planejada. Ao chegar à idade adulta, têm capacidade de se sustentar economicamente, adquirir uma profissão e estarem inseridos na sociedade de forma adaptada.

A deficiência mental também pode estar presente em outras síndromes como na: Síndrome Down, Paralisia Cerebral entre outras.

CAUSAS

Foram encontradas muitas causas da deficiência mental. As mais comuns são condições genéticas. As vezes, o atraso mental é causado por genes anormais herdados dos pais, por erros ou acidentes produzidos quando os genes se combinam uns com os outros. Alguns exemplos de condições genéticas que favorecem o desenvolvimento de uma deficiência mental incluem a Síndrome de Down.

CAUSAS PRÉ-NATAIS:

Desnutrição materna.
Doenças infecciosas na mãe: sífilis, rubéola; sarampo, meningite.
Fatores tóxicos na mãe: alcoolismo, consumo de drogas, efeitos colaterais de medicamentos, tabagismo.
Fatores genéticos: alterações cromossómicas (numéricas ou estruturais) e alterações gênicas.
Problemas durante a gravidez: um desenvolvimento inapropriado do embrião ou do feto durante a gravidez.

CAUSAS PÓS-NATAIS:

Hemorragias cerebrais;
Infecções: sarampo, meningite;
Infestações: neurocisticircose (doença de origem parasita em que a larva Taenia Solium se instala no cérebro dos indivíduos podendo conduzir a problemas de ordem neurológica);
Incompatibilidade sanguínea, o que pode causar desordens no metabolismo cerebral;
Desnutrição, que pode inibir o desenvolvimento neurológico;
Desidratação grave;
Remédios;
Inseticidas;
Produtos químicos (chumbo, mercúrio) que podem comprometer as células do tecido cerebral e impedir seu funcionamento.
Acidentes que possam causar lesões cerebrais (afogamento, asfixia, quedas, choques eléctricos).

Falta de oxigênio no cérebro ao nascer.
É importante lembrar que todos esses fatores por si só não causam a deficiência mas contribuem para que os riscos que ela se desenvolva aumente. Portanto deve-se evitar a exposição a esses fatores e fazer pré-natal desde o início da gravidez.

CARACTERÍSTICAS

Nível Físico:

Falta de equilíbrio;

Dificuldades de locomoção;

Dificuldades de coordenação;

Dificuldades de manipulação.

NÍVEL PESSOAL:

Ansiedade;

Falta de auto-controle;

Tendência para evitar situações de fracasso;

Possível existência de perturbações da personalidade;

NÍVEL SOCIAL:

Atraso evolutivo em situações de jogo;

Atraso evolutivo em situações de lazer;

Atraso evolutivo da atividade sexual.

Deficiência Mental NÃO é doença

É importante não confundir Deficiência Mental com Doença Mental. O portador de necessidades especiais mantém a percepção de si mesmo e da realidade que o cerca, sendo capaz de tomar decisões importantes sobre sua vida. Já o doente mental tem seu discernimento comprometido, caracterizando um estado da mente completamente diferente da deficiência mental.

Diagnóstico e tratamento

Diagnóstico:

O diagnóstico precoce é fundamental para oferecer à criança uma melhor qualidade de vida levando a resultados mais eficientes.

O atraso mental diagnostica-se se observando 2 fatores:

– a capacidade do cérebro para aprender, pensar, resolver problemas.

– a capacidade necessária para viver com autonomia e independência.

Esse diagnóstico é feito por psicólogos e médicos.

Embora seja possível identificar a maior parte dos casos de deficiência mental na infância, infelizmente este distúrbio só é percebido em muitas crianças quando elas começam a frequentar a escola. Isso acontece porque esta patologia é encontrada em vários graus, desde os mais leves, passando pelos moderados, até os mais graves. E quando se trata dos graus mais leves muitas vezes só é diagnosticado no momento que vai para escola e começa a apresentar problemas de aprendizagem.

Os pais devem prestar atenção se a criança acompanha o que é esperado dela para cada faixa etária. Claro que cada criança tem seu ritmo próprio mas, se alguma coisa está muito alterada ou atrasada vale a pena levar a um pediatra e investigar para termos o diagnóstico precoce e preciso.

Tratamento:

A deficiência mental não têm cura.

A criança com deficiência mental precisa ser estimulada nas áreas em que tem dificuldade. Os principais profissionais envolvidos são educadores especiais, psicólogos, fonoaudiólogos, médicos e terapeutas ocupacionais. Essa estimulação também deve ser feita em casa pelos pais ou cuidadores.

A inclusão em escolas que oferecem recursos como profissionais qualificados tem importante papel no desenvolvimento e no processo de adaptação da criança ao meio que ela vive.

INFORMAÇÕES ÚTEIS

Associação Brasileira de Assistência e Desenvolvimento Social

A Associação Brasileira de Assistência e Desenvolvimento Social – ABADS (antiga Pestalozzi de São Paulo) é uma Instituição Beneficente, de Utilidade Pública, que há 60 anos dá assistência, nas áreas: da saúde, educação e capacitação profissional para crianças e jovens, de 0 a 22 anos, com deficiência intelectual. Teve sua razão social trocada, pelo fato de estar ampliando o seu leque de atuação, atendendo também, aos autistas.
As ações desenvolvidas pela – ABADS – são referência para a construção de uma sociedade inclusiva (mostrando sua importância no cenário do terceiro setor), pois promovem disseminação de informações, suporte às famílias e formação de profissionais. Mais de 150 jovens com deficiência intelectual já foram inseridos no mercado de trabalho. Sucesso na inclusão social!!!

Site: www.pestalozzisp.org.br

Endereço: Av. Morvan Dias de Figueiredo, 2801   Vila Guilherme – São Paulo-SP
02063-000   Telefones    (11) 2905-3045 / (11) 2905-3047 / (11) 2905-3048

 

Paralisia Cerebral

O que é?

A paralisia cerebral é uma lesão no cérebro que acontece, em geral, quando falta oxigênio no cérebro do bebê.

Dependendo do local do cérebro onde ocorre a lesão e do número de células atingidas, a paralisia danifica o funcionamento de diferentes partes do corpo. A principal característica é um desequilíbrio na contenção muscular que causa tensão e inclui dificuldades de força e equilíbrio. Em outras palavras, a lesão provoca alterações no tônus muscular e o comprometimento da coordenação motora. Em alguns casos, há também problemas na fala, na visão e na audição.

Ter uma lesão cerebral não significa, necessariamente, ser acometido de danos intelectuais, mas em 75% dos casos as crianças com paralisia cerebral acabam sofrendo comprometimentos cognitivos, ou seja, problemas com os processos de pensamento. Ele pode incluir perda maior de raciocínio, esquecimento, dificuldades de aprendizagem, dificuldades de concentração, diminuição da inteligência, e outras reduções nas funções mentais.

Causas

Embora em certos casos, não há nenhuma causa identificada, existem fatores que propiciam a paralisia como: problemas no desenvolvimento intra-uterino (por exemplo, a exposição à radiação, infecção), asfixia antes de nascimento, falta de oxigênio no cérebro e trauma do nascimento durante o trabalho de parto e complicações no período perinatal ou durante a infância.

Entre 40% e 50% de todas as crianças que desenvolvem paralisia cerebral nasceram prematuramente. Bebês prematuros são vulneráveis, em parte porque seus órgãos não estão totalmente desenvolvidos, aumentando o risco de faltar oxigênio para o cérebro que pode manifestar-se como Paralisia Cerebral (PC).

Baixo peso ao nascer é um fator de risco para a paralisia- e bebê prematuro geralmente tem peso de nascimento baixo, inferior a 2 kg.

Após o nascimento, outras causas incluem toxinas, icterícia severa, envenenamento por chumbo, lesão cerebral física (traumatismo craniano), incidentes envolvendo falta de oxigênio ao cérebro (afogamento) e encefalite ou meningite. As três causas mais comuns de asfixia em crianças pequenas são: asfixia com objetos estranhos, com brinquedos e pedaços de alimentos, envenenamento e afogamento.

A Paralisia Cerebral não é genética nem hereditária. Num grande número de casos não é possível determinar a causa da paralisia.

Características

São definidas de acordo com as classificações que definem os tipos de Paralisia Cerebral.

Para essa classificação leva-se em conta o tipo de envolvimento neuro-muscular, os membros atingidos por este comprometimento e o grau de comprometimento motor.

Característica de criança espástica: Apresenta um tônus que é predominantemente alto. A movimentação é restrita em amplitude e é feita com grande esforço.

Característica criança atetóide: Apresenta sempre um tônus muscular instável e flutuante. Aparecem movimentos involuntários e incoordenados que dificulta a atividade voluntária. São características as trocas bruscas de tônus muscular, passando de um tônus diminuído ou normal á hipertonia ou vice-versa.

Característica criança atáxica: Caracteriza-se por transtornos de equilíbrio, hipotonia muscular e falta de coordenação em atividades musculares voluntárias.

De acordo com os membros atingidos pelo comprometimento neuro-muscular podemos ter:

Grupo das displegias: Onde as crianças apresentam um comprometimento maior das extremidades inferiores.

Grupo das quadriplegias: Apresentam um comprometimento do corpo todo.

Grupo das hemiplegias: Apresentam um dimídio (lado) do corpo comprometido.

Já de acordo com o grau de incapacidade podemos ter: leve, moderado e severo.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico de Paralisia Cerebral pressupõe um amplo e cuidadoso diagnóstico diferencial. Esse diagnóstico deve ser realizado, sempre, por uma equipe multidisciplinar (Terapeuta Ocupacional, Psicólogo, Fisioterapeuta, Neurologista, Ortopedista entre outros) e o mais cedo possível. E a comunicação entre os membros dessa equipe é essencial e muito importante para um bom desenvolvimento da criança.

A dinâmica do trabalho da Terapia Ocupacional se dá através de entrevista junto à família.

A avaliação da criança com Paralisia Cerebral em Terapia Ocupacional envolve vários aspectos: cognitivo, emocional, comunicação, coordenação motora global e fina, habilidades manuais (preensão, atividades bimanuais, dominância manual, força muscular, uso funcional dos membros superiores), integração perceptivo-sensorial (percepção tátil, controle visual, percepção auditiva), habilidades sociais, grau de independência nas Atividades de Vida Diária (alimentação, higiene, vestuário). O ponto de partida da avaliação é a atividade da criança em relação ao ambiente.

Na Paralisia Cerebral, a ênfase é dada às reações posturais, habilidades motoras e organização da criança diante das atividades e situações.

O plano de tratamento é baseado na avaliação inicial, nas necessidades individuais. Na Paralisia Cerebral, existem particularidades de tratamento  de acordo com os tipos de paralisia cerebral. Mas, em geral, a Terapia Ocupacional atua no sentido de aumentar o grau de funcionalidade global, conduzindo a criança para novas aprendizagens, dentro dos objetivos traçados na avaliação.

De acordo com o método Bobath, o brincar é o trabalho da criança, e é onde a criança pratica habilidades e ensaia papéis. Conforme o brincar se desenvolve, torna-se organizador das habilidades. O sucesso da criança reforça a repetição e providencia as bases para a aprendizagem e o desenvolvimento. O brincar leva ao domínio de muitas habilidades necessárias para o crescimento e a vida adulta.

Desta forma, as brincadeiras são integradas aos objetivos do tratamento em Terapia Ocupacional, e serão propostas atividades para encorajar e incentivar a criança a desenvolver novas habilidades.

Alguns princípios gerais de tratamento na Paralisia Cerebral podem ser:

– Preparação para a função: alongamento da musculatura encurtada, motivado sempre por uma tarefa, mobilidade a partir dos pontos chaves facilitando posturas adequadas, alinhamento corporal, regulação do tônus, controle motor e facilitação do desenvolvimento normal.

– Estruturação do ambiente, permitindo sua exploração pela criança.

– Desenvolvimento de hábitos independentes para brincar ou trabalhar, preparando a criança para a escola, vida social.

Neste trabalho é importante levar em consideração os recursos disponíveis da casa e as necessidades da criança e da família, para a confecção de adaptações. São observados pontos como: o tipo de habitação, como a criança pode se locomover no seu espaço, como dorme, onde brinca, como é o banheiro, onde estão suas roupas, onde toma suas refeições, quem brinca com a criança em casa e onde brinca, se vai ao quintal, aos vizinhos, ao supermercado, etc.

Finalmente, o trabalho da Terapia Ocupacional estende-se também à orientação escolar, pois a criança com paralisia cerebral necessitará de adaptações, assim como a escola poderá ter que fazer algumas modificações na sala de aula, banheiros, pátio.

Atualmente, com a inclusão de crianças com deficiência nas escolas regulares, torna-se importante capacitar a escola para receber estas crianças. O terapeuta ocupacional pode orientar a equipe escolar em relação às adaptações necessárias a cada caso, por exemplo: cadeira com braços, apoio para os pés, barras na lousa e nos banheiros, engrossadores de lápis, tapetes antiderrapantes na cadeira, fixação do papel ou caderno na mesa ou carteira.

Além das possibilidades de adaptação dos móveis e do ambiente, é fundamental também a orientação quanto ao posicionamento correto ao sentar, ao ser colocada em pé, apoio dos membros superiores, a facilitação de posturas que inibam reações associadas que podem prejudicar a realização das atividades propostas.

INFORMAÇÕES ÚTEIS

Associação Cruz Verde

A Cruz Verde é uma entidade particular, filantrópica, sem fins lucrativos e sem vínculos políticos ou religiosos, e tem como objetivo maior prestar assistência adequada e solidariedade aos portadores de paralisia cerebral grave.

A proposta é garantir o melhor para os pacientes, numa busca incessante de trazer novas técnicas de intervenções, promover assistência qualificada e cada vez mais especializada, assim como oferecer aos pacientes novos equipamentos que possam de alguma forma beneficiar-lhes melhorando suas condições de vida.

Toda proposta de atuação tem como base a intervenção técnica aliada ao amor que é o grande diferencial nos trabalhos assistenciais e terapêuticos da Cruz Verde.

É o que tem permitido ir muito além dos limites de cada um tornando possível alcançar o potencial remanescente das crianças que, muitas vezes, encontrava-se adormecido pelo preconceito da patologia que carregam.

Site: www.cruzverde.org.br

Endereço: R. Dr. Diogo de Faria, 695,Vila Clementino – São Paulo -SP CEP: 04037-002

Tel: (11) 5579-7335
Leia mais: https://adrianamattos.webnode.com/sindromes-infantis/

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